Sistema de gestão (ERP) para construção civil: o que é e como escolher
Um sistema de gestão para construção civil, também chamado de ERP para construção, é o software que integra em uma única base as áreas de uma construtora, incorporadora ou loteadora: orçamento e engenharia da obra, compras, estoque, financeiro, vendas, contabilidade e obrigações fiscais. A diferença para um sistema de gestão comum é que ele já nasce com as rotinas do setor, como medição de obra, custo por obra e por etapa, orçado x realizado e contabilidade por empreendimento.
O que um sistema de gestão faz em uma construtora
Na prática, ele substitui as planilhas e os sistemas isolados que cada área mantém. Uma requisição de material feita na obra vira cotação em suprimentos, pedido, entrada no estoque, conta a pagar no financeiro e lançamento contábil no centro de custo daquela obra, sem que ninguém precise digitar a mesma informação duas vezes.
As áreas que um sistema completo para construção cobre são:
Engenharia: orçamento, cronograma, custos e medições de obra.
Suprimentos e estoque: compras, cotações, almoxarifado e recebimento no canteiro.
Financeiro: contas a pagar e a receber, fluxo de caixa e orçamento empresarial.
Comercial: carteira de clientes, contratos de venda, cobrança e inadimplência.
Pessoas: recursos humanos e departamento pessoal (folha e obrigações).
Contábil e fiscal: contabilidade por obra, SPED e apuração de impostos.
Gerencial: indicadores que cruzam as informações de todas as áreas.
ERP feito para a construção x ERP genérico
Um ERP genérico atende indústrias, comércio e serviços com a mesma estrutura e precisa ser adaptado para a obra. Um sistema de gestão desenvolvido para a construção, chamado de ERP vertical, já traz os processos do setor modelados.
A diferença aparece em quatro pontos:
Implantação: os processos da obra já existem no sistema, então não é preciso desenhá-los do zero.
Custo de adaptação: menos desenvolvimento sob medida, no início e a cada atualização.
Treinamento: a equipe reconhece a lógica do sistema porque ela segue a lógica da obra.
Regras do setor: contabilidade por obra, patrimônio de afetação, reconhecimento de receita por percentual de execução (CPC 01 e POC) e obrigações específicas já estão contempladas.
O contraponto: um sistema vertical é menos flexível para atividades fora da construção. Grupos com negócios muito diferentes às vezes combinam um ERP corporativo com um sistema vertical integrado por API.
7 critérios para escolher o sistema de gestão da construtora
Aderência ao setor: o sistema faz medição, custo por obra e orçado x realizado de forma nativa?
Cobertura do ciclo: vai do orçamento ao pós-obra ou cobre só uma parte?
Contábil e fiscal integrados: a contabilidade e o SPED estão dentro do sistema ou dependem de exportação manual?
Segmento: atende o seu modelo de negócio (construção, incorporação, loteamento) sem adaptações improvisadas?
Integrações via API: conecta com CRM de vendas, cobrança, bancos, BI e planejamento Lean?
Segurança: há certificação de segurança da informação, política de backup e controle de acesso?
Implantação e suporte: qual é o prazo, quem treina a equipe e como funciona o suporte?
Nuvem ou servidor próprio
Sistemas em nuvem são acessados pelo navegador, de qualquer lugar, e dispensam servidor e backup próprios. Para construtoras com obras em locais diferentes, a nuvem facilita que obra e escritório trabalhem na mesma base. Sistemas instalados em servidor próprio dão mais controle de infraestrutura, mas exigem equipe de TI e atualizações manuais.
Um exemplo de sistema de gestão feito para a construção
O Informakon, da Konstroi, é um sistema de gestão desenvolvido especificamente para construtoras, incorporadoras e loteadoras. Tem 12 módulos integrados (Engenharia, Suprimentos, Estoque, Financeiro, Comercial, Patrimônio, Máquinas e Equipamentos, Recursos Humanos, Departamento Pessoal, Contábil, Fiscal e Gerencial), contratados nos planos Start, Standard ou Advanced. Opera em nuvem com a SkyOne, tem aplicativo para a obra e integra via API com sistemas como Agilean, CVCRM, Power BI e Tableau. A Konstroi é certificada ISO 9001 e ISO/IEC 27001 e atende empresas de todo o Brasil, com matriz em Fortaleza e filial em São Paulo. Veja os detalhes na página do Informakon.
Perguntas frequentes
O que é ERP na construção civil?
É o sistema de gestão que integra, em uma única base, as áreas de uma construtora: engenharia e custos da obra, compras, estoque, financeiro, vendas, contabilidade e fiscal.
Qual a diferença entre sistema de gestão e ERP?
Na prática, são a mesma coisa. ERP (Enterprise Resource Planning) é o nome técnico; sistema de gestão é como a maioria das empresas se refere a ele.
Pequenas construtoras precisam de um sistema de gestão?
Precisam de controle de custo por obra, fluxo de caixa e compras desde cedo. Por isso existem planos menores, que começam por engenharia, suprimentos, estoque e financeiro e crescem com a empresa.
Um sistema de gestão faz a contabilidade da construtora?
Os sistemas completos têm módulos contábil e fiscal, que recebem automaticamente os lançamentos das outras áreas. A responsabilidade técnica continua com o contador, que pode ser interno ou uma assessoria especializada em construção.
Quanto tempo leva para implantar um sistema de gestão em uma construtora?
Depende dos módulos contratados, do volume de dados a migrar, do número de obras em andamento e da disponibilidade da equipe. Sistemas feitos para a construção costumam ser implantados mais rápido porque os processos do setor já vêm prontos.
Próximo passo
Se a sua construtora está avaliando um sistema de gestão, agende uma apresentação do Informakon. Para a parte contábil, conheça a contabilidade para construtoras e incorporadoras da Konstroi.
